segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Perfeitamente Imperfeito
Amigos da Selva
Plenitude e Egoísmo
Sobre Vazio e Rosas
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Sobre o Degrau Atual
Relógio
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Meu mais novo paradoxo
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Um Pensamento Deslocado.
segunda-feira, 26 de março de 2012
Um Apelo Indireto
O mundo é engraçado, como uma tragédia da qual fartamo-nos a rir. E seguimos rindo, porque é cômodo rir e apenas rir e nada fazer. E justificamos que nós rimos para não chorar, mas digo qual é a verdade: quem ri e é feliz, o faz perante situações boas, e não diante de tragédias; quem ri para não chorar, não em uma ocasião apenas, mas o tempo todo, diante do mundo como ele está, é porque começou a realmente achar graça na engenhosidade da decadência dele, e vai rindo, porque rir é cômodo, e a comodidade e a Lei da Selva nos transforma em animais. E não o digo daqueles que procuram ver o bom, e felicitam-se com as situações boas, e riem-se de puramente alegria, mas daqueles que enxergam no ruim algo do qual se rir, porque não pretendem fazer nada para mudar. E a mudança começa de dentro, e enquanto rirmos do mal, daremos abertura para entrar e participar dele. Veja bem: há uma imensa diferença entre rir de escárnio e aversão, ironia, e rir por realmente ver graça. É por isso que os animais que julgamos tão inferiores por não serem dotados de raciocínio como nós, estão sendo menos bestiais do que nós próprios.
(17/03/2012)
terça-feira, 13 de março de 2012
Comodidade Desgastante
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Desabafo
Parece que estou sendo chata. Que estou todo dia procurando uma razão para me chatear, consequentemente fazendo você se chatear. Como se você não conseguisse perceber, e não soubesse, que eu estou insegura com nós dois, e que estou carente de demonstrações de que você sente algo por mim. Não que eu duvide do que você sente, mas é que preciso ver que você gosta de estar comigo e não tem vergonha de mostrar e deixar claro isso pros outros.
Enquanto quando suas amigas postam algo para você, você comenta, você dá atenção. Se eu também, acima de tudo, sou sua amiga, o que me difere delas e te faz não me dar a mesma atenção? Não ligo que você dê essa atenção a elas. Só queria que você pudesse dar essa atenção a mim também, será que estou sendo injusta ao me magoar?
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Auto-necessidade
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Cansaço Traiçoeiro
domingo, 22 de janeiro de 2012
Dói
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Um Turno
O sol aquele dia havia surgido em meio a um céu límpido; ao contrário dos últimos meses, não havia sequer uma ínfima suspeita de chuva. Parecia assombroso sentir tamanho calor, principalmente aventurando-me por entre as movimentadas ruas de Belo Horizonte logo no fim da tarde, onde o asfalto já começava a liberar todo o calor absorvido durante o dia, e o acúmulo de pessoas trafegando pela Avenida do Contorno transformava o ar em algo quase sólido e difícil de tragar. Ainda assim, não pensava em voltar para casa agora, e sim daqui a uma ou duas horas – o que era o estimado, se eu pudesse cumprir meu objetivo nos próximos 20 minutos, considerando o longo percurso de ônibus e metrô rumo ao bairro que eu morava. Parei à sombra de uma marquise, ofegando levemente, com os lábios entreabertos. Olhando logo à frente, reconheci a entrada de um prédio, logo acima do banco Itaú. Era, claramente, uma empresa, já que aquele típico vidro espelhado em sua construção era característica comum aos edifícios comerciais nos dias de hoje. Eu ajeitei brevemente meus trajes – que eram compostos apenas por sapatilhas verdes e um vestidinho acinzentado, de mangas curtas e saia leve e passível de esvoaçar. Procurei verificar se não estava curto, nem longo demais, e fiquei mais cerca de uns cinco minutos ajeitando o cabelo num coque frouxo e vendo se o envelope estava devidamente lacrado. Hesitava tanto e tanto procurava algo para adiar meu caminho, mas estava tudo em seu lugar. Tive de confessar a mim mesma que eu havia tido uma atitude um pouco impensada ao sair de casa em plena quarta-feira apenas para deixar um envelope naquele lugar - mas não iria vacilar agora. Umedeci meus lábios com a ponta da língua, em seguida prendendo meu piercing entre os dentes, procurando segurança em algo para não parecer nervosa. Foi bem nesse momento, quando soltei o piercing e o escondi atrás dos meus lábios fechados, que deparei-me com a sala de recepção. Eu sequer havia notado que adentrei aquele local – como se o mesmo átimo de determinação que havia me empurrado para lá houvesse também me impedido de prestar atenção no que eu fazia. Soltei a respiração pela boca, disfarçadamente, e me encaminhei ao balcão à direita, onde havia um homem de uniforme – o recepcionista. Boa... - hesitei, incerta se 18h seria noite ou tarde. -Boa tarde- eu finalmente disse, pensando no sol que ainda incendiava as pessoas lá fora. O senhor pode entregar por mim este envelope a um funcionário daqui..? Han, M* M* C*, é ilustrador. - estendi ao homem o envelope que eu carregava, percebendo, de relance, que ele era deficiente físico – não possuía grande parte de uma das mãos. Constrangida por ter observado esse detalhe, procurei desviar o olhar rapidamente, antes que pudesse ser flagrada. O homem, no entanto, não parecia ter percebido, e assegurou-me de que iria entregar. Agradeci, sentindo minhas mãos começarem a transpirar devido ao meu nervosismo. Com um último boa noite - o que era irônico, já que minutos atrás eu havia o cumprimentado por boa tarde -, eu me retirei da recepção e fiz meu caminho de volta até a marquise onde eu havia parado para me esconder do sol. Tentei limpar o suor das mãos com a barra do vestido, mas sabia que era uma tentativa frustrada; eu ainda estava nervosa, pois M* iria receber o envelope daqui a poucos instantes, encontrando apenas uma folha de papel de caderno com um beijo de batom vermelho, com os dizeres: Trouxe seu beijo. Sentindo o coração saltar na minha garganta, eu respirei fundo e pus-me a caminho de casa.
sábado, 14 de janeiro de 2012
I Need Me
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Amour Sans Amour
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Viver o Presente
Não sei. Eu estava ali, deitada no emaranhado de tecidos em cima da cama, perdida entre o que era lençol e o que eram minhas roupas, apenas refletindo sobre nós dois. Está tudo tão estupidamente confortável com nossos modos tão singelos de levar o que quer que tenhamos adiante, ainda que não sejamos algo público, ainda que não sejamos aquele velho clichê piegas, parece tudo bem. Não há cobranças. Não há promessas que não sabemos se poderemos cumprir. Ainda há ciúmes, sim, provavelmente pelo meu jeito estúpido de achar que você merece mais. E eu confesso que coloquei o desenho em preto-e-branco porque não aguentava ver os desenhos com cabelos vermelhos, como os dela. Não agora, quando tudo parece tão perfeito que tenho medo de acabar. Não agora que não somos nada, não agora que ela ainda parece tão ameaçadora por trás de sua perfeição tão falada. Mas pensar no futuro? Não quero, desculpe. Criar expectativas sempre trouxe consigo longas marcas de frustração. Estou evitando pensar no que quero ser para você. Ou no que sou. Às vezes, deitada ao seu lado, sentindo seu corpo abraçado ao meu, eu esqueço de não pensar. Por isso, às vezes me atropelo e te pergunto algo que, temo, ainda não é hora para saber. Eu ainda não te amo, para ser sincera. Mas meu coração acelera quando você está por perto, você provavelmente notou quando o ouviu aquele dia. Eu ainda consigo ficar nervosa perto de você, sentir aquela vontade de estar ao seu lado e andar de mãos dadas. É algo que estou construindo, e, sinceramente, é bom ir reparando as ruínas do meu coração, mesmo sem saber se vamos continuar o que temos, se vamos virar bons amigos, ou se algum dia dará em algo sério. Ainda tenho medo de me envolver demais e você sabe - não completamente - de tudo que me faz ter receio disso. Sei que para você, tambem, deve estar sendo complicado abrir espaço para alguém. Não conheço sua história, não conheço sua vida, mas tudo que já compartilhamos um com o outro delatam que, pra você, não é tão mais fácil do que para mim. Nunca conversamos a sério sobre nós, e sempre tive medo de tocar nesse assunto, pois, como disse, está tudo tão estupidamente confortável que tenho medo de estragar com minhas inseguranças. Confesso que, algumas vezes, tive tanto medo de tudo acabar, que quis dar um ponto final antes que pudesse te amar. Apaixonada? Já estou. Ainda é algo reversível, o que me tranquiliza imensamente. Sei que você ainda não está. Nem sei se algum dia estará. E por isso fecho os olhos e deixo as coisas entre nós seguirem, porque se vou te amar, se você vai se apaixonar, se vamos ter ou não algo…? Bom, essas coisas são pro futuro decidir. E eu não acho que valha a pena procurar saber. Porque independente do que acontecer lá na frente, vou te guardar comigo, sempre. Porque o que está acontecendo agora me faz bem e é isso que importa e que sempre vai importar.

