quinta-feira, 28 de julho de 2011

Vontades Piegas

Uma serenata na janela, um beijo na chuva, rosas em datas comuns, uma carta e um poema de amor, uma aliança, uma segurança total, um segredo, cumplicidade... São minhas frustradas vontades piegas. Hoje em dia as pessoas não são mais românticas, não sabem desfrutar verdadeiramente de um relacionamento, em todas as suas etapas. Vivemos o instantaneo amasso público e divisão de pagamento num encontro. As pessoas não querem conquistar umas as outras mais do que durante alguns momentos, não pensam adiante. O problema é que nós, mulheres, tambem nao cobramos que os homens nos tratem da forma que queremos que eles tratem. E, se cobramos, somos dadas como melosas e sufocantes. Eu nasci no século errado.

sábado, 23 de julho de 2011

Cenas Perdidas

Em tudo na vida sempre há aquelas coisas que você espera. As expectativas geralmente são ínfimas, pedacinhos minúsculos que são capazes de gerar feridas imensas se forem frustrados. É aquele ursinho de pelúcia que a menina queria ganhar, quando ganhou uma boneca; é uma espera prolongada por um passeio com o pai, quando nota que ele não virá; são dias chuvosos na praia. Você sempre mantém aquele desejo de que as coisas sejam como você quer que elas sejam, mas elas não são. E, por mais que você saiba que pode se frustrar, é imprescindível criar expectativa.
E as expectativas, para mim, são um pouco mais profundas. Tenho a necessidade de sentimentos fortes, de situações intensas, do conflito entre opostos numa dependência mútua... Eu não consigo lidar com meio-termos. Não consigo separar trechos da vida, pedaços de sentimentos. Por isso, as expectativas estão sempre reunidas, e, sendo tão pequeninas, juntas formam um grande emaranhado de desejos e anseios, que dilacera grande parte de mim quando é frustrado.
Não consigo esquecer o que eu quis e não pude ter, não consigo deletar minhas frustrações; elas rondam minha mente desordenadamente, acumulando-se em novas expectativas que, se não forem atendidas, duplicam-se e corroem-me ainda mais. É um ciclo que raramente finda, dificilmente consigo ter a intensidade que eu preciso ter nas situações. Só vejo pessoas meio-termo, convivo com a simplicidade que não é complexa. Essa desilusão reflete em cenas perdidas, jamais realizadas, que perpassam minha cabeça inúmeras vezes, levando-me a uma angústia constante. Minhas utopias malucas aumentam gradativamente, e não há como impedir. Alimento ilusões, sonho ilusões, almoço ilusões. Até me banho na companhia de cenas inventadas pela minha mente fértil. Cenas estas que eu espero se tornarem realidade, quando, na verdade, elas não vão.
O engraçado é que não podemos ficar sem essas expectativas, sem essas cenas perdidas. A vida seria monótona, sem cor. Não há como não desejar algo, é impossível não imaginar o almejado. O que me faz concluir que o ser humano é masoquista por natureza, em especial, eu sou.

P.S.: Se ao menos pudéssemos forçar situações a acontecerem! Eu estaria feita.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Um Novo Adeus

Estava relendo o blog, e notei que um texto que escrevi seria bem aplicado na situação atual, com algumas pequenas modificações. E, portanto, reposto-o, devidamente rearrumado.


Fartei-me. Já não te amava mais, jamais o tinha feito. Apenas era aprazível senti-lo como meu, e essa possessividade beirava a sentimentos utópicos e, como recém-descobri, platônicos. Ademais, tua amizade não mais prosperava, apenas rasgava-me cada dia mais - propositalmente, o que torna a situação pior. Legou-me alguns aprendizados, algumas feridas e um pouco de nojo; ainda, tenho as boas lembranças, de como você era. Apaguei suas mensagens no meu celular, mas ainda as recordo. E tenho a reminescência longínqua e doída de como era te amar. Basta-me. Agora, enfim, posso dizer adeus, sem rancor, sem amor. Um dia, sei bem, encontraremos novamente; não verei a mesma pessoa em você, como você não verá a mesma pessoa em mim. Curaremos as nossas feridas separadamente, e cultivaremos as cicatrizes até esse dia chegar. Seremos estranhos familiares. E isso pode nos unir novamente, ou destruir completamente o resquício do nosso elo. Por enquanto, apenas despeço-me.


P.S.: Se eu falar isso várias vezes, será que se tornará verdade?

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sozinha novamente

Falta-me um pedaço. Eu sequer vi ele sumir, foi tão brusco!, na hora nem senti. Apenas sabia que ele havia sumido, e que não ia voltar. Não o quero de volta, mas querer não querê-lo dói tanto quanto não tê-lo mais. Aquele pedacinho de mim... se acomodou em outra pessoa. E foi para tão longe, jamais o verei novamente.