Estava relendo o blog, e notei que um texto que escrevi seria bem aplicado na situação atual, com algumas pequenas modificações. E, portanto, reposto-o, devidamente rearrumado.
Fartei-me. Já não te amava mais, jamais o tinha feito. Apenas era aprazível senti-lo como meu, e essa possessividade beirava a sentimentos utópicos e, como recém-descobri, platônicos. Ademais, tua amizade não mais prosperava, apenas rasgava-me cada dia mais - propositalmente, o que torna a situação pior. Legou-me alguns aprendizados, algumas feridas e um pouco de nojo; ainda, tenho as boas lembranças, de como você era. Apaguei suas mensagens no meu celular, mas ainda as recordo. E tenho a reminescência longínqua e doída de como era te amar. Basta-me. Agora, enfim, posso dizer adeus, sem rancor, sem amor. Um dia, sei bem, encontraremos novamente; não verei a mesma pessoa em você, como você não verá a mesma pessoa em mim. Curaremos as nossas feridas separadamente, e cultivaremos as cicatrizes até esse dia chegar. Seremos estranhos familiares. E isso pode nos unir novamente, ou destruir completamente o resquício do nosso elo. Por enquanto, apenas despeço-me.
P.S.: Se eu falar isso várias vezes, será que se tornará verdade?
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