Um relacionamento não é feito de comodidade. É muito simples para você querer me incluir num pedacinho da sua vida, que você só acessa quando e como quiser. Se algo me incomoda, estou te pressionando. Se vejo algo e vou perguntar, estou te vigiando. Se discordo de algo que você faz, estou te controlando. Não é assim, não. Mas já estou cansada demais para lutar contra essa sua comodidade. Eu estou deixando as coisas seguirem, vendo se a mudança parte de você mesmo, sem que eu precise interferir. E enquanto isso, vou me afastando aos poucos... devagar, deixando de te procurar. Focando meu amor por você não no meu coração, mas no nó na minha garganta, prestes a ser regurgitado e impelido para fora do meu corpo, mesmo que seja por lágrimas. E ele vai sendo substituído por tristeza - como se ele já não fosse um amor triste, como todos os amores solitários o são.
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