quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Um agradecimento, talvez.

Aos meus amigos atuais. E aos que já foram bem próximos, mas agora distanciaram: permanecem comigo, mais do que imaginam.

Não sou suficiente para curar suas feridas, jamais serei; se eu soubesse como curar o que fazem conosco, eu já teria me curado. Desculpem-me, meus amigos, desculpem. Eu não sou dona da verdade, e muitas vezes minhas especulações são certas, mas são apenas especulações. Aprazível vê-los sorrir, mas aperta meu coração quando os vejo chorar; posso limpar as lágrimas, mas não consigo limpar o sangue de seus corações. Apenas consigo sentir, bem pouco, um pequeníssimo reflexo da dor que vocês sentem, e tentar, dentre especulações e uma boa intenção, aconselhá-los e fazê-los sorrir novamente. E, também, desculpo-me por outra razão. Não sou suficiente para sorrir com vocês, jamais serei; meu corpo pesa tanto que meu sorriso já está quebrado. Eu queria poder acompanhar seus momentos de alegria, mas tudo que posso fazer é ouvir vocês contarem-nos, tudo que posso fazer é presenciá-los. Entretanto, sorrio quebrado, irradiando alegria pelos meus olhos, que acompanham seus tropeços e acertos. E, por último, desculpo-me pelos intermináveis momentos em que não sou forte o suficiente e acabo desabando com meus problemas, deitada no colo de algum de vocês, molhando suas roupas com lágrimas que eu não queria escorrer. Meus amigos, eu vos amo. E com dezesseis anos de idade, dizer que amo pode ser ridicularizado, passado por superficial ou ilusão - mas garanto! Tudo é amor, inclusive o ódio, inclusive a indiferença. Para amor, não há contrário; há apenas a mudança, e a intensidade. A tudo se ama, até que se tenha impressão e dela o pré-conceito, que muda o amor para alguma intensidade. Com o conhecimento, altera novamente a intensidade. E mais e mais transforma-se a intensidade, e dela, transforma-se o amor. E com essa certeza - que decerto pode parecer insana - eu afirmo abertamente: eu amo vocês, meus amigos. E eu não sei o que seria de mim sem vocês (talvez a sociologia explique melhor essa parte do que minha vã filosofia, rs)


P.S.: Gabriel, João, Scott, Maca, Kammila, Camila, Dee, Luy. E, principalmente, minha mãe.

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